Abandone a síndrome de super-herói e se transforme em um líder inovador

Embora demonstrar fraqueza e vulnerabilidade seja importante para criar laços e conexão com as equipes, a maior parte dos líderes brasileiros ainda sentem enorme dificuldade em fazer isso. Dados de uma pesquisa realizada pela consultoria Talenses Executive com mais de 400 gestores.

Em prol de um comportamento heroico eles se sentem responsáveis por solucionar todos os problemas à sua volta sacrificando a saúde mental.

A pesquisa ainda revelou que:

  • 100% dos líderes estão sentindo ansiedade, angústia e medo
  • 78% dos executivos se sentem pressionados a tomar decisões ágeis e difíceis
  • 71% nunca dividem, ou dividem raramente, seus sentimentos com os colegas
  • 46% acreditam estar conseguindo equilibrar  bem as suas emoções
  • 30% escondem o que sentem por vergonha ou medo do que os outros vão pensar

Então, como liderar de forma verdadeira deixando de lado a síndrome de super-herói?

Quero te contar uma história para que entenda como uma liderança verdadeira traz convicção para o propósito de líder.

Quem não se lembra do que aconteceu em 11 de setembro de 2001? O mundo se comoveu com a brutalidade do ataque terrorista ao World Trade Center em Nova York. Mas a maioria de nós talvez nunca tenha acompanhado a infinidade de histórias que se construíram a partir dessa violência.

Uma companhia americana de lojas de departamento, a TJX, estava com sete de seus funcionários a bordo de um dos aviões que colidiu nas torres gêmeas, todos morreram.

Assim que soube da tragédia, o CEO da TJX ligou aos prantos para os conselheiros e fretou um avião para levar as famílias dos funcionários que não eram residentes do país até os EUA, demonstrando empatia, provando sentir a mesma dor e sem temer manifestar sua fragilidade.

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Essa história fez parte de um estudo da Universidade de Washington que queria compreender se existia alguma maneira das organizações acelerarem a recuperação de quem passou por experiências traumáticas.

E descobriram que sim, mas apenas se as lideranças adotassem comportamentos verdadeiros com o outro.

Essas descobertas não podiam ser mais atuais ao contexto que vivemos, pois liderar nesse cenário exige muito de quem está à frente da gestão de pessoas.

E, principalmente, porque reafirma a importância do papel do líder em cenários de crise.

Não vivemos a violência e brutalidade do ataque terrorista, mas as incertezas e mudanças provocadas pela pandemia nos exigiram rápida adaptação às novas formas de trabalho, e o desenvolvimento de novas competências comportamentais, como coragem para tomar decisões difíceis, sensibilidade para ler nas entrelinhas e empatia para liderar com humanidade.

Essas competências são essencialmente humanas e estão ao alcance de todo líder, para que enfim, ele consiga demonstrar vulnerabilidade, deixando de lado o papel de super-herói.

Tenha consciência de seus próprios limites, seja honesto consigo mesmo e reflita sobre o que pode ou não fazer, mas nunca vista a capa de super-herói. Um líder é mortal.

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