ESG: De verdade ou de mentira

Há quem diga que o tema ESG, queridinho no mercado corporativo, trata de ações empresariais de melhoria do relacionamento com as comunidades, ações sociais de relevância, redução dos impactos ambientais e melhor gestão da governança corporativa. Tudo isso é verdade quando olhamos para o ESG como uma foto, mas a partir do momento em que avaliamos o filme, entendemos que esses fatores são apenas a parte visível de um tema tão importante para os dias atuais e futuros.

Diversos executivos e técnicos estão buscando formação, conhecimento e treinamentos nos três pilares ESG (Ambiental, Social e de governança) entendendo que ações nesses temas, serão a transformação de uma empresa, posicionando o profissional preparado e a empresa envolvida na comissão de frente daqueles que querem abocanhar uma fatia dos US$ 33 Bilhões que circulam pelo mundo em carteiras de investimento atreladas ao ESG.

Tudo isso pode até ser uma visão real em curto prazo, porém, o ESG é mais um bumerangue do que um arco e flecha, por isso, tudo o que você fizer retornará mais cedo ou mais tarde para você e com isso, ações superficiais não trarão o resultado esperado, além de gerar consequências.

Por mais que a comunidade seja impactada de forma positiva quando enxerga uma empresa que toma medidas sustentáveis, isso é somente a ponta do iceberg, que é sustentado por uma cultura corporativa que atua com propósito e repassa a todos os envolvidos em sua cadeia de produto ou serviço o interesse de crescer em conjunto com o seu entorno, sem impactar negativamente o que está ao seu redor.

Em alguns anos, perceberemos que o ESG não é só aquilo que estampa a capa de jornais, revistas e mídias sociais, mas sim aquilo que corre nas veias de todos os envolvidos na instituição.

Só é ESG de verdade quem sabe que para lucrar, se faz necessário pensar no coletivo e entender que sem desenvolvimento conjunto não há resultado de fato, tudo o que estiver além dessa percepção, mais cedo ou mais tarde, servirá como exemplo daquilo que não deve ser feito. Do mesmo jeito que o ESG bonifica quem é de verdade, pune quem é de mentira.

Luiz Otávio Goi Jr.

Gestor corporativo

Fonte: Consultório da Fama – Assessoria de Imprensa

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