Imunidade e idade: o que fazer para não ter surpresas ao longo da vida?

A especialista em saúde Vivien Munaro explica como a imunidade começa a cair a partir dos 30 anos e o que devemos fazer

Não somente em um período de Coronavírus, em que a imunidade é muito importante, mas durante toda a vida, manter a saúde em dia é essencial.

E isso vai além de uma boa alimentação, incluindo também hábitos que agreguem valores positivos nesse quesito.

A especialista em saúde, Vivien Munaro, que também exerce atividades sob o regime de Vigilância Sanitária no Estado de SP, Covisa e Anvisa, nos concedeu uma entrevista exclusiva explicando como a imunidade decai conforme a idade avança e ressaltando as maneiras que podemos driblar essas ações do tempo.

Confira!

Como a idade impacta na questão da imunidade ao longo da vida?

Vivien Munaro – Com a idade, os hormônios se alteram, e a partir dos 30 anos começamos a ter perda de hormônios importante, que é onde começamos a envelhecer. A imunidade é muito uma situação de vida de cada um. Está ligada ao tipo de vida, alimentos, exercícios e suplementação.

A partir de qual idade isso começa a precisar de um olhar mais cuidadoso, independentemente do estilo de vida que a pessoa leve?

VM – Como disse, a partir dos 30 anos começamos a ter perdas hormonais onde altera o colágeno e começa a dar deficiência em outros áreas, como os ossos.

Aos 40 anos, o que a pessoa deve fazer para garantir uma boa imunidade em sua vida?

VM – Não só aos 40 anos, mas como um conceito de vida. Isso devem ser hábitos adquiridos desde cedo, para não impactar. Caminhadas , ingestão de água, folhas verdes escuras e demais alimentos “ricos”.

.
Como a idade e o estilo de vida influenciam na imunidade e o que fazer para evitar surpresas?

Leia mais  Coronavírus: O que você precisa saber para se cuidar por Vivien Munaro

VM – Essa situação depende de vários fatores, como o genético e o hereditário. Por isso, a pessoa precisa se cuidar, pois a falta desse cuidado pode nos causar surpresas desagradáveis.

Hoje, nesse contexto de Coronavírus, existem ou são recomendados alguns exames para que a pessoa avalie se está com alguma doença que a coloca no grupo de risco (como a diabetes), e isso não está sendo falado?

VM – As pessoas devem se cuidar sempre que possível, não só nesta época. Existem doenças caladas e as pessoas não se dão conta. Uma das mais importantes são as doenças circulatórias, que atingem o coração e o cérebro, sendo muitas vezes fatais.
Uma informação muito interessante e importante é a de que o homem um ano antes (aproximadamente) a um infarto pode começar a ter problemas de ereção, acreditando estar impotente e, muitas vezes, não procurar ajuda. Até por preconceito, mas, na verdade, isso é problema circulatório, onde o coração não está emitindo a circulação sanguínea necessária.

Entretanto, nesse momento de Coronavírus também acredito não ser a hora de ir para um hospital fazer um check-up.

 

Sabemos que atividades físicas regularmente, uma boa alimentação e consultas médicas para exames de check-up são recomendações básicas. Porém, nem sempre as pessoas fazem isso, seja pelo estilo de vida, pela correria do dia-a-dia ou por outros motivos. O que isso pode acarretar principalmente para quem está na faixa dos 40 anos?

 

VM – É precisa entender que isso é manutenção de uma vida e é conhecimento do seu corpo, de sua saúde.

Serviço:

 

Vivien Munaro – @ vivienmunaro