Liderança feminina por Paulo Alvarenga (P.A.)

Por que ainda temos poucas mulheres em cargos de liderança?

 

Hoje, 8 de março, não poderia falar senão sobre outro assunto: liderança feminina nas organizações e empresas.

 

Com o tema “Mulheres na liderança: alcançando um futuro igual em um mundo de covid-19”, o Dia Internacional da Mulher de 2021 nos convida a pensar na construção de um mundo com igualdade de gênero.

 

O número de lideranças femininas em empresas têm crescido cada vez mais, apesar do cenário tão desigual.

 

Compreender a importância desse tipo de diversidade em cargos de gestão é essencial para a criação de empresas de maior impacto positivo e performance.

 

Por isso, quero começar o artigo de hoje te chamando para uma reflexão: por que ainda temos poucas mulheres em altos cargos de liderança?

 

Antes de chegarmos a uma possível conclusão, vamos refletir.

 

Segundo o IBGE, as mulheres são 45% da população economicamente ativa no Brasil, índice conquistado através do trabalho de muitos anos.

 

O IBGE também mostra que as mulheres dedicam mais tempo aos estudos e especializações em comparação aos homens. Mesmo assim, a remuneração média pelas brasileiras no mercado é inferior à oferecida aos homens.

 

Quando analisamos esse cenário sob a ótica da governança corporativa, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) aponta que apenas 7% dos membros são mulheres.

 

Em relação aos altos cargos de liderança, as desigualdades persistem. De acordo com o Ministério da Economia, as mulheres detêm 42% das funções de gerência, 13% de diretoria e 27% de superintendência.

 

Ou seja, quanto mais alto o nível dentro da empresa, menos elas estão presentes.

 

Em um cenário em que mulheres são maioria nas universidades isso é uma contradição.

 

Ao longo da história da humanidade, diversas mudanças relacionadas aos papéis destinados a cada gênero aconteceram, por muito tempo, certas atividades foram consideradas exclusivamente masculinas ou femininas, levando em consideração as características biológicas dos sexos.

 

Pensamentos como esses foram responsáveis pela discriminação de gênero por muitos e muitos séculos e, ainda, estão em processo de desconstrução.

 

Também é preciso ficar atento e dar atenção para discussões com vieses inconscientes, um deles, por exemplo, pode ser percebido em uma pesquisa da Consultoria Ipsos, que mostrou que, 3 em cada 10 pessoas no Brasil não se sentem confortáveis em ter uma mulher como chefe. Os homens eram os mais resistentes, sendo 31%.

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Pesquisas de 2019 apontaram um crescimento da liderança feminina em escala global. Nesse mesmo ano, o Brasil entrou para a lista dos dez países com mais empresas que possuem mulheres ocupando cargos de liderança. Os altos cargos ainda, têm deixado a desejar, sendo ocupados por apenas 25% das mulheres.

 

Outras pesquisas também mostram que 93% das empresas no Brasil possuem uma mulher como líder.

 

Precisamos continuar refletir sobre aquilo que traz Mary Beard, professora no Newham College da Universidade de Cambridge:

 

“Não se pode, com facilidade, inserir as mulheres numa estrutura que já está codificada como masculina, é preciso mudar a estrutura”.

 

É por isso que a inserção de mulheres em cargos de liderança, sejam eles quais forem, deve-se sempre partir sempre de empresas que se preocupam em promover o engajamento de mulheres em um espaço igualitário.

 

Mulheres inspiram outras mulheres!

 

A ocupação delas em cargos de liderança é uma ótima forma de representatividade, fazendo com que outras passem a acreditar mais em si mesmas e enxerguem a possibilidade de também se tornarem líderes e ocuparem cargos de hierarquia.

 

As ações diárias de profissionais, homens ou mulheres têm relação direta com os valores que eles carregam.

 

Quantos líderes, então, acreditam verdadeiramente que as mulheres deveriam ter as mesmas oportunidades?

 

E quantas pessoas ainda pensam que apenas homens devem ser provedores do lar, enquanto a mulher é submetida ao papel exclusivamente do gênero feminino?

 

Espero que o artigo de hoje tenha lhe ajudado a ampliar seu box mental e expandir seus horizontes.

 

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Um abraço e até a próxima,

 

Paulo Alvarenga (P.A.)

CEO & Founder da Mastersoul