Miss Universe Brasil abraça a conscientização sobre o autismo

Candidatas ao MUB reforçam a importância da conscientização no dia mundial do Autismo

Mais do que beleza e passarela, o Miss Universe Brasil vive uma transformação nos últimos anos ao incorporar definitivamente as causas sociais como parte central do concurso. A nova fase da organização reforça o papel das misses como agentes sociais, envolvidas em projetos de educação, empoderamento feminino, assistência social e sustentabilidade em diversas regiões do Brasil.

A mudança de posicionamento do concurso acompanha uma tendência internacional do Miss Universo, que passou a valorizar candidatas com propósito social, liderança e atuação comunitária. No Brasil, essa visão vem sendo fortalecida pela atual gestão do concurso, presidido por Rodrigo Ferro, que implementou programas de desenvolvimento social e incentivou as candidatas a criarem e apresentarem projetos de impacto em suas comunidades. Todas as candidatas tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos durante o programa de treinamento realizado no mês de março no Morro dos Anjos Resort, em Bandeirantes, no Paraná. 

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, Julia Gama, Miss Brasil, Top 2 Miss Universo 2020 e diretora de operações do concurso, anuncia um compromisso social onde todas as candidatas ao Miss Universe Brasil utilizarão da visibilidade do concurso e das misses para ampliar o debate sobre inclusão, respeito e informação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa reforça o papel social das misses como porta-vozes de causas relevantes e de impacto social.

“Falar sobre o autismo é falar sobre respeito, empatia e inclusão. O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é uma oportunidade de ampliar o conhecimento da sociedade e reforçar que pessoas autistas têm talentos, sonhos e direitos como qualquer outra pessoa. Inclusão é sobre garantir espaço, voz e oportunidades para todos”, explica. 

A conscientização sobre o autismo é fundamental para combater o preconceito e ampliar o acesso a diagnóstico, educação e inclusão social. Dados do Censo 2022 mostram que o Brasil possui 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o que representa cerca de 1,2% da população brasileira, sendo a maior prevalência entre crianças e adolescentes


Entre as crianças, os números chamam ainda mais atenção: cerca de 1 em cada 38 crianças de 5 a 9 anos possui diagnóstico de autismo no Brasil, reforçando a importância de políticas públicas, informação e inclusão desde a infância. 

No Paraná, a prevalência acompanha a média nacional e o estado já ultrapassou a marca de 40 mil Carteiras de Identificação da Pessoa com Autismo (CIPTEA) emitidas, número que representa aproximadamente um terço da população autista no estado, indicando que o total de pessoas com TEA pode ser ainda maior. Na capital Curitiba, por exemplo, o Censo aponta cerca de 4,9 mil crianças e adolescentes com diagnóstico de autismo, mostrando a dimensão do tema também em nível regional. 

Rodrigo Ferro, presidente do Miss Universe Brasil, árduo trabalhador na causa em prol de crianças e adolescentes autistas, há mais de cinco anos realiza eventos e ações sociais em prol da clínica Anjo Azul, entidade que acolhe, cuida e trata com respeito, empatia e dedicação de centenas de crianças autistas. 

O autismo não precisa de cura, precisa de compreensão. Cada mente autista enxerga o mundo com uma riqueza única que merece respeito. Incluir não é adaptar o outro à norma, é expandir a norma para acolher todos.Silenciar diferenças nunca foi solução; escutá-las é o verdadeiro avanço.Defender o autismo é defender o direito de existir plenamente, sem máscaras”, explica.

Ao levantar a pauta durante o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, as candidatas ao Miss Universe Brasil reforçam que beleza também pode ser ferramenta de transformação social, informação e empatia. A visibilidade das misses ajuda a ampliar o debate sobre inclusão escolar, mercado de trabalho e respeito às diferenças, temas fundamentais para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

Mais do que falar sobre o autismo apenas em datas específicas, a conscientização deve acontecer durante todo o ano, promovendo informação, respeito e oportunidades para pessoas autistas e suas famílias.

Inclusão não é sobre tratar todos iguais, mas sobre respeitar as diferenças e garantir que todos tenham as mesmas oportunidades. A celebração desta data reforça a  importância da informação, do respeito e do amor ao próximo”, finaliza Julia.