Se torna necessário duplicar as melhorias da eficiência energética, segundo AIE

Tema está sendo abordado na COP 28 devido às consequências das mudanças climáticas e o aquecimento global

Por meio da conscientização, setores como o da construção civil, buscam implementar cada vez mais políticas de governança ambiental, social e corporativa (popularmente conhecida como ESG) para preservação do meio ambiente. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), em decorrência do calor extremo e do crescimento das indústrias impulsionando a demanda por energia, se tornou necessário duplicar as melhorias da eficiência energética.

De acordo com o relatório, os esforços políticos para o crescimento da eficiência energética continuam por conta dos efeitos da crise energética global desencadeada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. As ações prioritárias devem triplicar a capacidade global de energia renovável até 2030.

Para Tatiana Fasolari, vice-presidente da Fast Engenharia, maior empresa de overlays da América Latina: “O setor da construção civil está cada vez mais atento às tendências do mercado, como a sustentabilidade e as inovações tecnológicas. É crucial compreender e responder às demandas do público para garantir o sucesso nos negócios e o bem-estar de todos. Portanto, é fundamental que tanto os consumidores quanto as construtoras estejam sempre atualizados e dispostos a se adaptar às novas demandas e expectativas do mercado”.

 

Essa mudança se faz tão necessária que é um dos temas discutidos na 28ª Conferência do Clima da ONU, a COP 28. Sediada este ano em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o evento irá projetar novos objetivos, assim como, alertar sobre as consequências das mudanças climáticas, sendo uma das medidas a eficiência energética.

Uma das medidas relacionadas, por exemplo, é o ramo de refrigeração diminuir a emissão de gases do efeito estufa entre 60% a 96% até 2050, gerando uma economia de até US$5 bilhões para o setor energético. Caso seguido as recomendações do relatório, as emissões poderão reduzir em 3,8 bilhões de toneladas de CO2.

“À medida que o tempo passa, a importância da indústria da construção civil se torna cada vez mais evidente. Através da construção de edifícios sustentáveis, inteligentes e eficientes, estamos criando espaços que atendem às necessidades da sociedade atual e futura”, destaca a especialista. 

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A busca por soluções sustentáveis que visem atrair um consumo consciente podem ser alcançadas por meio de isolamento térmico com materiais modernos que buscam reduzir a necessidade de aquecimento e resfriamento ou a aplicação da arquitetura bioclimática nos projetos com o fim de aproveitar desde a sua concepção o máximo das condições naturais em que este será construído com o fim de reduzir o uso de recursos de controle climático. O investimento em energias renováveis, como a energia solar ou eólica, também é um ótimo meio de se promover a eficiência energética em construções, como também, em reduzir a dependência de redes elétricas convencionais.

O investimento em modalidades de eficiência energética também oferecem um bom retorno financeiro ao reduzir custos operacionais e garantir vantagens competitivas no mercado. O Brasil é um ótimo exemplo de como o investimento pode trazer frutos, já que é considerado um dos dez maiores produtores de energia solar no mundo. De acordo com  Balanço Energético Nacional, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, de 2021 para 2022 o aumento de geração elétrica por meio de painéis solares foi de 79,8%, superando a energia eólica e alcançando o segundo lugar entre as principais matrizes elétricas do país. 

Entre os estados mais adeptos da energia solar se encontram São Paulo com 13,6% de potência instalada e com mais 2,4 GW em operação, seguido de Minas Gerais com 13,3% de acordo com o mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Ademais, estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso também aparecem na listagem.

“A adaptação à agenda ecológica não é um processo rápido em nenhuma área, muito menos na construção civil. No entanto, as expectativas e metas sustentáveis continuarão crescendo e as empresas serão cada vez mais cobradas com relação às suas práticas”, finaliza a especialista.