Qual o nível de APS (Ambiente Psicologicamente Saudável) da sua empresa?

Descubra o que são ambientes tóxicos

Será que a sua empresa é um clube do terror?

Se você já se assustou ao ver funcionários chorando no banheiro, colegas morrendo de raiva no cafezinho, o chefe repreendendo a equipe, entre outras práticas nada virtuosas, mesmo que não se dê conta, está diariamente vivendo em um ambiente tóxico.

A partir de hoje minha coluna lança uma série com 3 artigos sobre Ambientes Psicologicamente Saudáveis, em que eu serei o seu especialista e vou ajudar você e sua empresa a entender:

  1. Quais os maiores perigos de se viver num ambiente tóxico
  2. Quais os riscos que a insegurança psicológica desencadeia ao longo do tempo
  3. Como aumentar o nível de APS (ambiente psicologicamente saudável) da sua empresa

Por mais que exista uma disseminação de boas práticas de gestão de pessoas nos últimos anos, ainda existem muitas empresas com um ambiente organizacional ruim.

Não podemos negar que muita coisa mudou, mas, vários problemas continuam os mesmos e, hoje, mais do que nunca, há uma propagação de chefes e ambientes tóxicos.

No primeiro artigo da série, quero levá-lo a entender quais são os maiores perigos de se viver num ambiente tóxico e, para isso, é preciso compreender quais são as dores e os custos que o baixo engajamento de uma organização geram, criando sistematicamente ambientes tóxicos.

E, então, você finalmente perceberá como isso influencia no nível de APS em que você e a sua empresa estão submetidos.

Uma pesquisa feita pela consultoria Gallup mostrou que empresas que possuem um alto engajamento apresentam os seguintes resultados:

 

  • lucratividade 22% maior
  • produtividades 21% maior
  • de 25% a 65% menos rotatividade
  • 37% em queda de absenteísmo
  • 48% menos incidentes de trabalho

 

E o que isso quer nos dizer? Que um baixo nível de engajamento está diretamente conectado com a presença de ambientes tóxicos e hostis, ou seja, de uma empresa doente.

Se olharmos diversas pesquisas feitas nos últimos anos, todas elas apontam para um cenário alarmante quando se trata da saúde dos colaboradores dessas empresas. Veja você mesmo:

 

  • 75,3 mil pessoas foram afastadas do mercado de trabalho em 2019 por causa da depressão, o que representou 37,8% de licenças motivadas por transtornos mentais.

 

  • 51 bilhões em absenteísmo foi o que custou os afastamentos por questões emocionais

 

  • 1 trilhão de dólares é o custo anual à economia global gerada por transtornos mentais como ansiedade e depressão

 

E, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante do mun

Reparou num detalhe importante dessa afirmação da OMS, à qual não pode nos escapar a atenção? Nós já chegamos ao ano de 2020.

E o que tudo isso gera? Qual a relação de todos esses dados com o trabalho? Quais são as consequências?

Em outra pesquisa realizada pela Veja, constatou-se que o trabalho foi o que mais contribui para esse cenário, 71% dos entrevistados afirmaram que o trabalho colaborou fortemente para o transtorno emocional adquirido:

 

Ansiedade – 49%

Burnout – 44%

Depressão – 24%

Síndrome do pânico – 10%

 

E, novamente te questiono, o que isso quer nos dizer?

Que precisamos entender e nos conscientizar de que empresas tóxicas são as maiores responsáveis por ambientes inseguros e que, ao longo do tempo, isso gera Insegurança Psicológica (tema do próximo artigo da série Ambientes Psicologicamente Saudáveis).

Por isso, trago agora 3 pontos cruciais para que você reflita se está vivendo ou não em um ambiente tóxico:

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1º – Você vive uma pressão exagerada para esconder quem você realmente é, ou seus erros e vulnerabilidades?

Se na empresa na qual trabalha você passa boa parte do tempo tentando encobrir ou esconder quem você é para se encaixar, esse é o primeiro sinal de alerta. Se você subestima aspectos de si próprio, cria uma persona, veste uma capa para se adaptar e perde totalmente sua autenticidade, com o tempo isso irá gerar insegurança psicológica e, é o primeiro sinal de quem está submetido a um ambiente tóxico.

2º – Você vive em um espaço hipercompetitivo?

Segundo o estudo “concurso de masculinidade”, conduzido pelos pesquisadores Jennifer Baerdahl, Marianne Cooper e Peter Glick, que analisaram diversas empresas onde a norma entre homens e mulheres giram em torno de um ambiente hipercompetitivo, da necessidade de provar constantemente suas capacidades, do desejo de vencer e a pressão para colocar o trabalho acima de tudo na vida, são empresas, em sua maioria, tóxicas. É o lugar em que agressores são tolerados, às vezes até elogiados, e os líderes tóxicos prosperam. As doenças, o estresse e o assédio sexual são predominantes e as pessoas não se sentem seguras.

3º Você sofre pressão por excesso de trabalho?

O terceiro ponto crucial para perceber se você está vivendo em um ambiente tóxico é descobrir se sofre pressão para ter alto desempenho. As pressões nas grandes organizações são comuns, por isso, se atente ao fato de estar trabalhando do amanhecer até ao anoitecer.

A cultura de excesso de trabalho se desenvolve constantemente e se esse impulso, de certa forma, é para mostrar seu valor, gerando um sentimento de benefício ao trabalhar excessivamente, como se isso fosse um ponto forte, é o maior sinal de alerta, pois você estará vivendo sob forte insegurança psicológica.

É muito importante que cada um de nós tenha consciência do lugar onde está. Veja mais alguns indícios de uma empresa com ambiente tóxico:

  • Controle
  • Exploração das pessoas
  • Foco no curto prazo
  • Manipulação
  • Fofocas
  • Silos/panelinhas
  • Trabalho excessivo
  • Ausência de cooperação
  • Discriminação (de diversos tipos)
  • Centralização das informações
  • Sarcasmo
  • Burocracia
  • Hierarquia rígida
  • Punição aos erros e iniciativas
  • Centralização do poder

Para viver num ambiente saudável, longe de espaços tóxicos e hostis, é preciso haver Segurança Psicológica, pois, sem ela, dificilmente você e a sua empresa terão bons níveis de APS (ambientes psicologicamente saudáveis).

Se você busca um ambiente com transparência, em que pode errar, expressar suas ideias e simplesmente ser você mesmo, sem medo de punição, não perca o segundo artigo da série Ambientes Psicologicamente Saudáveis na próxima semana.

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