Remuneração variável pode reduzir turnover, afirma empresário Julian Tonioli

Rotatividade de funcionários teve um crescimento de mais de 38% nas empresas nos últimos anos

Um dos maiores desafios das organizações na atualidade é justamente remunerar corretamente os seus colaboradores. Sobretudo aquelas empresas muito novas, no início de suas operações, como as populares startups nacionais e internacionais, onde é muito difícil correlacionar o real o valor da participação (em trabalho ou em capital) de cada sócio ou colaborador, aos resultados da empresa. Da mesma forma, a crescente virtualização do ambiente de negócios, cada vez mais dinâmico e globalizado, insere no mercado uma mão de obra multinacional e culturalmente diversificada, capaz de trabalhar em qualquer ambiente, de qualquer lugar do mundo, aumentando as oportunidades de emprego e tornando as áreas de gestão e de tecnologia duas das que apresentam maiores taxas de turnover.

Então, as principais questões são: como garantir que sua empresa seja mais atraente para seus funcionários do que outra concorrente que faz uma oferta semelhante? Como ter acesso aos melhores talentos quando ainda não se tem faturamento suficiente para pagar o valor de mercado? Como oferecer uma remuneração justa mediante a performance quantitativa e qualitativa, de cada indivíduo e do time como um grupo?

Neste sentido, a remuneração variável pode ajustar a capacidade de pagamento em acordo com a contribuição e o valor gerado por cada pessoa; recompensar comportamentos alinhados com a cultura da empresa e criar um ambiente favorável à meritocracia e a cultura de resultados. Além de alinhar os interesses monetários de curto e longo prazo, do negócio e das pessoas”, explica o engenheiro Julian Tonioli.

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Este tipo de remuneração pode ajustar a capacidade de pagamento em acordo com a contribuição e o valor gerado por cada pessoa; recompensar comportamentos alinhados com a cultura da empresa e criar um ambiente favorável à meritocracia e a cultura de resultados, o que favorece à redução das taxas de turnover nas empresas. Além disso, é capaz de alinhar os interesses monetários de curto e longo prazo, do negócio e das pessoas. Assim, esta modalidade pode ser composta ainda por valores fixos (garantidos mensalmente); variáveis (pagos com base em performance e comportamento), e de longo prazo (como recompensa a lealdade e ao bom desempenho continuado). Remunerando, dessa maneira, o colaborador de acordo com seu o comprometimento com o negócio e os seus resultados.

Contudo, seja qual for a forma de remuneração variável escolhida pela sua empresa, é fundamental que o valor financeiro seja apenas uma parte (importante) do salário do colaborador. O fator meritocrático e o reconhecimento pelo bom trabalho, nestes casos, devem sempre prevalecer, como formas de valorizar o seu funcionário e induzir ao sentimento de pertencimento, como dono do próprio negócio.

“Além disso, é mister que o modelo de remuneração variável esteja de acordo com o planejamento estratégico e orçamentário da organização, assim como, com as demandas da empresa e os resultados dos indivíduos, alinhados com as competências (claras) exigidas em cada cadeira e as suas respectivas entregas’, finaliza Tonioli.